10 recomendações de investimento para janeiro segundo BTG Pactual

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Com a vacinação já em andamento em diversos países ao redor do globo, as perspectivas para a economia global são animadoras. Além disso, o registro de baixas taxas de juros em todo o mundo e os estímulos adicionais, especialmente nos Estados Unidos, deve manter o apetite pelo risco em níveis relativamente altos durante os primeiros meses de 2021.

E para entender como será o comportamento do mercado de ações em janeiro de 2021, apresentamos um resumo do relatório Brazil10SIM, divulgado nesta segunda-feira (4) e que apresenta 10 recomendações de ações do BTG Pactual para janeiro. É importante entender que o resumo do relatório é apenas um fator na tomada de decisão de investimento. Além disso, você também pode considerar abrir uma conta no BTG Pactual e ter acesso a todos os produtos de investimento do banco e assessoria completa para todos os tipos de investidores.

De acordo com as recomendações do BTG Pactual, o que reflete no mercado de ações o maior otimismo sobre a economia global são as empresas que beneficiam diretamente do crescimento global. Entre as principais ações brasileiras recomendadas pelos analistas do BTG estão Petrobras, Vale e Suzano. Já entre as empresas que se beneficiam das tendências positivas de construção e infraestrutura do Brasil, estão a Gerdau e a Cyrela.

E preparando-se para inflação e juros mais altos, juntaram-se Itaú e Totvs. Os que buscam proteção mais ativa contra o aumento da inflação, o BTG recomenda o software desenvolvedor Totvs, que podem ter a receita ajustada pela inflação em um serviço essencial e difícil de substituir. Com a expectativa de aumento das taxas de juros de curto prazo, faz sentido os bancos ganharem exposição, que também devem se beneficiar da recuperação econômica após um 2020 desafiador. Entre os grandes bancos, o BTG recomenda o Itaú.

De acordo com os analistas, os investidores devem ser cautelosos com ações de consumidor devido ao aumento da inflação e o fim do pacote de ajuda emergencial em dezembro, que possivelmente afetará o consumo brasileiro. Mas existem exceções, como os shoppings e as ações da Aliansce Sonae. B3 e Oi completam as 10 recomendações do BTG, que por questões táticas, removeu TIM, CCR e Magazine Luiza no mês de janeiro.

O que esperar de 2021

Com a preferência pelo risco em 2021, a perspectiva é que poderão crescer os investimentos em ações emergentes e ações locais. De acordo com o relatório dos analistas, o investimento estrangeiro em ações brasileiras atingiu R$ 33 bilhões apenas em novembro e mais R $ 18 bilhões até o último dia 28. E mesmo depois de todo esse influxo, os fundos globais e GEM ainda têm apenas uma pequena fração de seus recursos alocados ao Brasil. Com tudo, apenas uma gestão desastrosa da equipe de governo e a delicada situação fiscal do país podem prejudicar o cenário.

De acordo com o BTG, resultados para a situação fiscal beiram as margens positivas e são maiores do que as chances de um resultado negativo. Do lado da atividade econômica, os dados mais recentes apontam para uma recuperação robusta e intensa, especialmente forte nas vendas de varejo e produção industrial. Os serviços também se recuperaram, mas não muito e, a espectativa é que o PIB cresça 3,5% em 2021. Porém, a redução do valor da ajuda emergencial em setembro e o final do programa em dezembro, combinado com o aumento da inflação, irá impactar negativamente na atividade econômica e no consumo, situação que deve se estender até a primeira metade de 2021. 

Eles também esperam que a inflação de preços ao consumidor (IPCA) fique em 3,4% em 2021, dentro do intervalo da meta de inflação do Banco Central. Segundo o BTG, embora o Ibovespa tenha se recuperado bem nos últimos meses, ainda existe espaço para que as ações brasileiras tenham um bom desempenho em 2021. Setores que favorecem diretamente ao crescimento global, como petróleo e materiais básicos, construção e infraestrutura certamente são os mais positivos. Por último, as perspectivas de uma vacina pode acelerar a recuperação dos shoppings, que foram muito prejudicados em 2020.

Petrobras e Vale

O lucro dessas empresas estão se beneficiando de uma situação melhor do que o esperado, surpreendendo positivamente os investidores. Grande parte do crescimento esperado vem de exportadores de commodities. Mas mesmo olhando apenas para empresas que basicamente vendem no mercado interno, os lucros ainda devem crescer. O crescimento seria ainda maior se não fosse pelos bancos, que representam 40% dos ganhos domésticos consolidados e irão, conforme estimativas do BTG, relatar ganhos 2% menores do que em 2019.

A reformas tributária e administrativa podem dar um impulso extra para as ações locais. Se forem aprovadas, possivelmente darão um impulso extra às ações locais. Com o objetivo de simplificar o sistema tributário do Brasil e reduzir custos de pagamento de impostos e litígios relacionados a impostos, em última análise, deve impulsionar a produtividade das empresas. Já a reforma administrativa visa reduzir os custos do Estado brasileiro.

Selic ainda mais alta

Com a inflação em alta, as chances de aumento da Selic são fortes. Segundo o time macroeconômico do BTG, a estimativa da taxa Selic para o final do 2021 é de 3,75%, atualmente é de 2,0%.  Mesmo em um cenário de alta na inflação, existem empresas que se adaptam bem ao cenário, como negócios que são difíceis de substituir. Por exemplo desenvolvedores de software como Totvs, ou empresas com posição competitiva única ou poder de fixação de preços para repassar a inflação aos preços, como no caso da Ambev. Por outro lado, os estoques de consumo podem ser afetados.

A proteção contra o aumento das taxas de juros de curto prazo pode ser ainda mais difícil, já que a maioria das ações tendem a ter um desempenho insatisfatório neste cenário. Porém, bancos e seguradoras tendem a ter melhor desempenho.

Infraestrutura

Existe uma grande oportunidade de investimentos em infraestrutura no Brasil em 2021. A infraestrutura do país é ruim e há oportunidades praticamente em todas as áreas, como rodovias e concessões ferroviárias, terminais portuários, aeroportos, mobilidade urbana, água e esgoto, telecomunicações, etc. Com crédito de longo prazo disponível e a decisão do governo de leiloar projetos para investidores privados, os analistas do BTG acreditam que existirá um grande crescimento dos investimento em infraestrutura em 2021. 

Segundo os analistas, existem algumas maneiras interessantes de investir em infraestrutura no Brasil e as principais opções são a operadora de telecomunicações Oi, a operadora de rodovias CCR, o player de logística Hidrovias e o terminal portuário Santos Brasil. Vale, exportadora de minério de ferro e Suzano, produtora de papel e celulose, devem se beneficiar diretamente do crescimento da demanda global e preços recordes do minério de ferro no caso da Vale, e do aumento de preços de papel e celulose no caso da Suzano.

Baixas taxas de hipotecas e crédito abundante de longo prazo devem continuar a impulsionar os setores imobiliários e de construção em 2021. A melhor forma de investir em construção no Brasil é via construtora Cyrela e siderúrgica Gerdau. Para finalizar, os analistas do BTG acreditam que a bolsa de valores brasileira B3 continuará a se beneficiar de um boom nos mercados de capitais e aprofundamento financeiro, uma tendência que segundo eles deve continuar por muitos anos. Em resumo, as 10 melhores ações para se investir em 2021 são Petrobras, Vale, Suzano, B3, Cyrela, Oi, Totvs, Aliansce Sonae, Gerdau e Itau. E entre as ações de baixa capitalização, os analistas listaram 5 opções, entre elas Oi, Lavvi, Aeris, Santos Brasil e Meliuz.

Você pode conferir todas as recomendações no site do BTG Pactual.

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