Após um ano turbulento, Azul deve decolar em 2021, diz BTG

38

Segundo os analistas de investimento do BTG Pactual, Lucas Marquiori e Fernanda Recchia, a Azul irá decolar em 2021 após um 2020 turbulento. O comunicado foi feito após a participação do banco no evento para investidores Azul Day, realizado em 16 de dezembro.

De acordo com o relatório, a demanda da Azul continua a se recuperar em um ritmo mais rápido do que o esperado, ficando atrás apenas da companhia mexicana Volaris, que apresentou níveis de tráfego doméstico superiores aos da Azul. A demanda de 2021 deve superar os níveis de 2019. Para o quarto trimestre, a meta é a queima de caixa diária de R$ 1,5 milhão. O rendimento dos títulos da companhia apresenta rentabilidade próxima ao pré-crise.

Sobre os lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês), em 2022 a companhia deve superar o ano de 2019, que será impulsionado pela recuperação dos voos de turismo, que irá compensar parcialmente a desaceleração corporativa. Outro aliado são os ganhos de eficiência, que corrobora para reconstruir a empresa com produtividade após as demissões e redução da frota alavancado pela mudança no comportamento do consumidor durante a pandemia, com menos sobreposições de rotas e uma rede mais ampla. Eles também planejam adicionar a próxima geração aeronaves à sua frota, ponto de partida para a estratégia de expansão de margem da Azul devido aos custos de viagem.

Azul vê oportunidades de crescimento relevantes na Azul Cargo, Tudo Azul e Azul Conecta nos próximos poucos anos. Segundo o relatório dos analistas, o evento confirmou o pensamentos de que a Azul está apresentando uma recuperação sólida do tráfego e que esta tendência de suporte deve continuar, especialmente se uma vacina COVID for aprovado no Brasil. 

Mais detalhes

Voos domésticos devem superar os níveis de 2019 no primeiro trimestre. A companhia aérea já está operando com capacidade total de 70% dos níveis de 2019 e espera chegar a 85% no primeiro trimestre de 2021. A recuperação do segmento corporativo também foi pauta, e o esperado é que responda por 30% da demanda por Dezembro (vs. 5% em abril). O esperado é que o segmento corporativo atinja 80% dos níveis de 2019 em julho, mais rápido do que o previsto.

Artigo anteriorC6 Bank lança conta internacional com saldo em euro
Próximo artigoFrente Corretora libera pagamentos de serviços no exterior