B3 recebe o primeiro ETF de Fundos Imobiliários do Brasil

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Em 30/11, a B3 passou a negociar o primeiro ETF de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) do Brasil. Listado com o ticker XFIX11, o produto foi desenvolvido pela XP Inc. e replica o desempenho da carteira teórica de ativos do Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX), a principal referência de desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados na B3.

As cotas do ETF são negociadas na B3 de forma semelhante às ações. Porém, ao adquirir tais cotas, o investidor, indiretamente, passa a deter todos os ativos que compõem a carteira teórica do IFIX, hoje formada por 81 FIIs listados na B3. Dessa forma, o XFIX11 proporciona mais eficiência aos investidores que buscam diversificação no setor imobiliário.

Para Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes da B3, a chegada do primeiro ETF de FIIs ao mercado atende a uma demanda dos investidores. Segundo ele, esse setor é um dos queridinhos dos investidores brasileiros, pois, atualmente, uma em cada três pessoas físicas na bolsa de valores tem ao menos um FII em carteira e esse lançamento pioneiro da XP era muito aguardado e deve abrir caminho para muitos outros produtos voltados para o mercado imobiliário.

Segundo Gustavo Pires, diretor de produtos da XP, há algum tempo o time de profissionais da XP estavam estudando o lançamento de um ETF. Entretanto, eles queriam algo que tivesse a cara da XP, ou seja, um produto inovador e que atendesse uma demanda represada do mercado. Para Gustavo, que tem certeza do sucesso do produto, esse ETF é exatamente isso e o lançamento vem em um momento de grande procura por Fundos de Investimento Imobiliário (FII).

O XFIX11 oferece uma série vantagens aos investidores, tais como liquidez – uma vez que pode ser negociado em bolsa e pode ser comprado e vendido como se fosse uma ação – diversificação – com apenas uma transação o ETF proporciona o investimento em carteira variada de fundos – e transparência – com a divulgação diária da composição da carteira do índice e formação de preço em bolsa. A B3 também informa, a pedido do administrador do fundo, que a alíquota do imposto de renda aplicável na hipótese de alienação de cotas de fundos imobiliários é de 20% sobre o ganho líquido, cf. art. 37 da Instrução Normativa RFB nº 1.585/2015, aplicando-se, também, às negociações de cotas do XFIX11. 

Empréstimo de FIIs e FIPs

Além da listagem do primeiro ETF de FIIs do Brasil, a B3 também passa disponibilizar a partir de 30/11 o serviço de empréstimo de cotas de fundos de investimentos imobiliários (FIIs) e de cotas de fundos de investimentos em participações (FIPs). Estarão disponíveis para o empréstimo apenas cotas de fundos que atendam a requisitos tais como volume médio diário mínimo de negociação e número médio mínimo de cotistas. Os critérios estão detalhados no ofício distribuído ao mercado pela B3 no último dia 24/11.

De acordo com Marcos Skistymas, superintendente de Produtos da B3, o empréstimo de ativos é um instrumento muito relevante para o mercado financeiro. Ele viabiliza diversas estratégias de investimento, tanto no mercado à vista quanto de derivativos, permitindo a atuação de formadores de mercado de forma mais eficiente e intensa. Para ele, disponibilizar essa opção aos FIIs e FIPs deve impactar positivamente a liquidez no mercado à vista desses ativos e estimular o lançamento de outros produtos.

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