Dicas para investir seguro com Selic 2% a.a. e poupança rendendo pouco

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Com a taxa de referência Selic mais baixa desde 1999, aplicar seu dinheiro na poupança não é mais uma boa opção. De acordo com as projeções do Banco Central, a inflação anual de 2020, situam-se em torno de 2,1%, em 2021, ficará em torno dos  3,0% e, em 2022, 3,8%.

E como você já deve saber, quando a Selic é igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render 70% da Selic mais TR.

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Mas e agora? O quê fazer quando se tem dinheiro aplicado na poupança e a última coisa que você deseja é correr riscos ao investir?

Antes de sair em buscas de bancos ou empresas de investimento, você precisa conhecer alguns conceitos como o risco de crédito, risco de mercado e risco de liquidez do investimento.

  • Risco de crédito é o risco de uma instituição não conseguir honrar pagamentos decorrentes da emissão de títulos, depósitos ou qualquer outra obrigação contratual ou compromisso financeiro assumidos com os investidores. 
  • Risco de mercado de uma carteira de ativos é o risco de ocorrerem perdas financeiras em função da variação dos preços de mercado dos ativos que compõem essa carteira. 
  • Risco de liquidez corresponde ao risco de não se poder vender um ativo ou de fechar uma posição no momento desejado sem incorrer em custos significativos. 

E como o objetivo de investir vem, muitas vezes, de encontro a necessidade de liquidez e/ou baixa tolerância ao risco, refletir sobre esses fundamentos e adequar tudo isso ao seu perfil é essencial. Pois para investir, você vai deixar de usar seus recursos financeiros agora para colher frutos no futuro, ou seja, você vai receber juros por essa espera ou receber pela valorização de ativos que você comprou.

Entretanto, para isso você assume vários tipos de risco, que depende de cada ativo.

Para conseguir realizar sonhos, é natural nos resguardamos do que não conseguimos controlar. É por isso que analisar o risco de liquidez é tão importante, pois o prazo de cada investimento é essencial para que cada carteira cumpra a sua função.

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Em relação ao nível de risco, é preciso que você alinhe ao seu nível de tolerância ao risco, que é composto pela sua disposição psicológica de suportar a oscilação de preços e possíveis perda de capital, alinhado com a capacidade de perda.

Para ponderar tudo isso, você precisa considerar sua estrutura familiar e os dependentes, a sua capacidade de gerar caixa, o momento do ciclo da sua vida, a estrutura patrimonial, aspectos profissionais, estrutura de proteção a riscos pessoais e patrimoniais, além de diversos outros aspectos que só você vai pode considerar. 

Saber onde investir, ou seja, quais ativos comprar, é uma parte da estratégia de investimento. Para ser bem estruturada, você deve basear-se em seus aspectos pessoais, pois as suas necessidades não mudarão quando as condições de mercado mudarem. Considere o preço dos ativos na sua estratégia, que é uma projeção favorável de implementação. Aqui, “quando” e “como” são importantes.

Se você precisa de liquidez imediata e possibilidade de resgatar o seu investimento a qualquer momento, os títulos do Tesouro Nacional irá satisfazer sua necessidade. Com baixo risco de investimento, ele é indexado à à Selic e títulos bancários de primeira linha indexados ao CDI, com liquidez diária. Portanto, com a Selic baixa ou alta, você conseguirá manter a estratégia adequada ao objetivo.

Outra alternativa são os Fundos de Renda Fixa Simples, que mantêm 100% do seu patrimônio concentrado neste título. Faça uma pesquisa, pois algumas corretoras e bancos não cobram taxa de custódia.

Os Fundos de Renda Fixa Simples pode ser um instrumento acessível para investir com segurança e substituir o investimento no Tesouro Direto, cuja taxa de custódia pode ser custosa, com exceção de volumes de até R$ 10 mil, em que há isenção dessa cobrança para o título Tesouro Selic.

Mas se você não tem necessidade de liquidez imediata, o Tesouro Nacional tem o menor risco de crédito do mercado e títulos pré-fixados e indexados à inflação para diversos prazos. No entanto, esses ativos são precificados a preço de mercado, podendo gerar lucro ou prejuízo quando vendidos antes do vencimento. Mas se você manter seu dinheiro investido até o vencimento, o risco é nulo.

Outro mercado possível de ser explorado, é o crédito privado, seja dentro ou fora dos fundos de investimento. Porém, é necessário muito cautela, pois o risco de crédito varia muito dependendo do ativo.

Outra opção para quem busca segurança em momentos de muitas incertezas, como esse que vivemos hoje, é comprar ouro e imóveis, podem ser bons investimentos, pois tende a valorização. Não necessariamente no preço, mas por serem ativos muito procurados. 

Se você realmente deseja investir o seu dinheiro, pense na sua própria renda. Se ela é baixa, tenha muita segurança na hora de investir. Para você, o risco definitivamente não é uma opção. Mantenha o dinheiro na poupança, pois você não sofrerá nenhuma perda caso precise de algum recurso urgente.

Mas se você é classe média e tem uma renda um pouco maior, poderá correr um pouco mais de risco e investir em fundos que são remunerados pela Selic. 

E se a sua renda é acima da média e a uma situação financeira equilibrada, o mercado de ações pode ser uma ótima opção neste momento, pois muitas empresas terão suas ações valorizadas devida aos programas de privatização do governo.

Outra forma segura de investir é variar os investimentos com o objetivo de defender os seus ativos. Isso é válido até mesmo para quando a economia estiver em um momento melhor.

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