É assim que você compra uma casa ganhando pouco

Numa época em que muitos jovens estão adiando o casamento, o número de brasileiros que compram uma casa mesmo ganhando pouco ou com renda única cresce a cada dia.

Inclusive, uma Pesquisa Mensal do Mercado Imobiliário publicada pelo Sindicato da Habitação de São Paulo, registrou que as vendas de imóveis residenciais novos crescem 60% no mês de julho na capital paulista. Um cenário que possivelmente está se repetindo em muitas capitais e regiões metropolitanas em todo o Brasil.

Como os candidatos a um financiamento imobiliário geralmente conta um apenas um salário, pode ser que as preocupações comecem surgir. Portanto, quanto mais você entender sobre o processo que envolve o financiamento, melhores serão suas chances de conseguir que o credor diga o tão sonhado “sim”.

Para começar, é importante que você saiba que é preciso pagar o valor de entrada e garantir que a prestação do imóvel escolhido não ultrapasse 30% da renda. Outro fator importante é ter um bom planejamento financeiro para que mesmo se um imprevisto dificultar o seu orçamento, você consiga manter os pagamentos em dia. 

Portanto, aqui estão seis pontos chaves que ajudarão a comprar uma casa mesmo ganhando pouco.

1. Consulte seu Score

Quando você solicita um financiamento por conta própria, os credores irão pesquisar o seu Score. Então, nem é preciso dizer que precisa estar em ótima forma.

É sempre uma boa ideia dar uma olhada na sua pontuação com antecedência, especialmente se você está financiando individualmente. Você pode consultar gratuitamente sua pontuação no site do Serasa Score. Além disso, muitos bancos e empresas financeiras disponibilizarão sua pontuação de crédito gratuitamente se você for um cliente ativo.

Certifique-se que no histórico não contenha erros que façam você parecer um risco maior do que realmente é. Se você perceber que algo está errado, entre em contato com a empresa imediatamente para que ela possa investigar.

Você também deve evitar fazer qualquer coisa que possa prejudicar seu crédito, como por exemplo fazer uma compra muito grande no cartão de crédito antes ou depois de solicitar um empréstimo imobiliário. Pense duas vezes antes de cancelar qualquer cartão de crédito antigo, isso pode diminui seu índice de utilização de crédito.

2. Casa Verde Amarela

O Governo Federal atualizou em agosto o antigo programa Minha Casa Minha Vida, hoje é denominado Casa Verde e Amarela e promove o direito à moradia a famílias residentes em áreas urbanas e rurais, que estabelece limite de renda mensal de R$ 7.000,00 e anual de até R$ 84.000,00, além de especificar regras de contratação de operações de financiamento habitacional e regularização fundiária. 

Subsídios do governo serão concedidos nas operações de financiamento habitacional para quem vive nas cidades e tem renda até R$ 4 mil e, nas zonas rurais, para as famílias com renda anual de até R$ 48 mil.

O Grupo 1 beneficia famílias com renda de até R$ 2 mil; o Grupo 2, famílias com renda entre R$ 2 e R$ 4 mil; e Grupo 3, famílias com renda entre R$ 4 mil e R$ 7 mil.

Grupos Casa Verde Amarela (Moradores Sul, Sudeste e Centro Oeste)

Grupo 1 –  Taxa de juros de 5% a 5,25% (não cotista do FGTS) e de 4,5% a 4,75% (cotista do FGTS) 

Grupo 2 – Taxa de juros de 5,5% a 7% (não cotista) e de 5% a 6,5% (cotista) 

Grupo 3 – Taxa de juros de 8,16% (não cotista) e de 7,66% (cotista)

 

Grupos Casa Verde Amarela (Moradores Norte e Nordeste) Nordeste)

Grupo 1 – Taxa de juros de 4,75% a 5% (não cotista do FGTS) e de 4,25% a 4,5% (cotista do FGTS) 

Grupo 2 – Taxa de juros de 5,25% a 7% (não cotista) e de 4,75% a 6,5% (cotista) 

Grupo 3 –  Taxa de juros de 8,16% (não cotista) e de 7,66% (cotista)

3. Tenha um avalista com renda formal

O avalista é a pessoa que apresenta garantias que pagará as parcelas do financiamento caso você não consiga fazer. Ele terá que apresentar comprovante de renda formal, assim como bens com valor suficiente para quitar o financiamento. Cada instituição financeira tem sua própria política para isso.

Mesmo uma pessoa da família pode ser seu avalista, desde que comprove renda ou patrimônio. Outro solução são empresas especializadas em avalizar esse tipo de operação, entretanto, existe um preço proporcional ao risco.

4. Proteja sua renda

Contratar uma proteção financeira te ajuda a pagar suas conta em caso de doença ou acidente.

E se o seu empregador não te oferece seguro de vida, é importante você considerar contratar alguma proteção que cubra caso sofra uma doença,  acidente ou morte.

Diversas instituições financeiras oferecem seguros que garantem a quitação das parcelas de seu imóvel em casos inesperados. Embora não seja uma solução financeira abrangente, esta é uma opção para aqueles com empregos mais arriscados ou insalubres, que podem ter problemas para encontrar um financiamento.

5. Tente reduzir as despesas mensais

Por mais complicado que isso possa ser, é importar avaliar seus gastos mensais e buscar formas de minimizar seus custos. Um boa forma de fazer isso é estar atento ao consumo de água, energia elétrica, gás, telefone, internet e tv por assinatura. Você pode tentar negociar planos e adotar práticas para evitar o desperdício. Também é importante monitorar despesas com supermercado e lazer.

6. Tenha uma reserva financeira 

Conseguindo reduzir um pouco das despesas fixas, é possível que você consiga guardar um algum dinheiro todo mês. Nossa sugestão é que você aproveite para criar uma conta poupança que possa te ajudar a quitar a entrada ou te dar um pouco mais de tranquilidade após o financiamento, servindo como uma reserva em caso de imprevistos.