Pesquisa revela que apenas 2% dos internautas sabem o que é o Open Banking

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No Brasil, o início da implementação do Open Banking foi adiado de novembro para fevereiro de 2021. Com a mudança, além de ter um prazo maior para resolver questões operacionais, os bancos ganharam tempo para tornar o novo modelo conhecido e aceito pela população. Uma pesquisa C6 Bank / IBOPEdtm revelou que apenas 2% dos internautas brasileiros conhecem bem o que é o Open Banking. Para chegar aos número, o IIBOPEdtm ouviu 2000 pessoas entre os dias 18 e 24 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O Open Banking prevê o compartilhamento de informações bancárias dos clientes entre as instituições financeiras com o objetivo de aumentar a concorrência e os produtos disponíveis no mercado. Tudo com a autorização dos clientes. 

Mas essa pesquisa mostrou que hoje em dia são poucos os entrevistados se sentem confortáveis com o novo modelo: 46% não têm interesse de compartilhar seus dados com as instituições financeiras e 72% se preocupam com quem terá acesso a essas informações. Ao mesmo tempo, 38% entendem que, ao permitir esse compartilhamento, terão acesso a serviços mais personalizados. A maioria (73%) diz que precisa entender melhor o assunto para decidir. 

A data de implementação foi alterada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no fim de novembro. Inicialmente previsto para 30 de novembro, a nova data passou para 1º de fevereiro de 2021. A conclusão, que deveria acontecer até 25 de outubro de 2021, passou para 15 de dezembro do ano que vem.

O que é e como vai funcionar?

A expectativa é que o open banking aumente as opções de produtos e serviços financeiros com menos custos e promova a transparência entre bancos e clientes, que por sua vez terão mais autonomia sobre sua vida financeira. Ou seja, o cliente é dono dos dados financeiros e escolhe quando e com quais empresas deseja compartilhar.

Traduzido do inglês, open banking significa sistema bancário aberto ou partilhamento de dados bancários pessoais. Este termo tecnológico da área de serviços financeiros se refere a um conjunto de regras sobre o uso e compartilhamento de dados e informações financeiras entre instituições por meio da integração de seus respectivos sistemas. Mas para isso acontecer, é necessário que o cliente dê o seu consentimento, escolhendo com quais empresas deseja compartilhar os seus dados.

Este não é mais um aplicativo diferente que você vai precisar baixar no celular, o mecanismo estará disponível dentro do próprio app do banco do qual você é cliente. A partir disso, dezenas de novos serviços devem surgir para facilitar a vida dos clientes, sempre seguindo o conjunto de regras estabelecido para a criação do conceito.  

O conceito de banco aberto pode ser considerado uma subespécie do conceito de inovação aberta, promovido por Henry Chesbrough, economista e professor universitário estadunidense com vasta experiência na indústria da informática.  Países como o Reino Unido, Portugal e Austrália já implantaram o conceito. A Índia já iniciou a implantação e países como Estados Unidos, Canadá e Rússia analisam maneiras de incorporá-lo aos seus sistemas financeiros. Cada país adota o open banking conforme as suas características e libera o compartilhamento de dados até certo nível. 

Aqui no Brasil, os dados a serem compartilhados serão os dados pessoais (nome, CPF/CNPJ, telefone, endereço, etc.); dados transacionais (informações sobre renda, faturamento no caso de empresas, perfil de consumo, capacidade de compra, conta corrente, entre outros); e dados sobre produtos e serviços que o cliente usa (informações sobre empréstimos pessoais, financiamentos, etc). Tudo sempre com o consentimento do usuário.

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