Santander divulga relatório inaugural que analisa a adoção de critérios ESG pelas empresas brasileiras listadas na bolsa

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A responsabilidade sobre os investimentos sempre foi um compromisso do Santander Asset Management. Para eles, colocar a sustentabilidade no centro do modelo de negócio é compromisso para um relacionamento mais sólido, próximo e de longo prazo com seus cotistas, acionistas, investidores e fornecedores.  O Santander Asset Management oferece aos clientes opções de investimento que consideram em suas decisões de alocação empresas que, além do potencial de valorização financeira, incorporam boas práticas sociais, ambientais e de governança corporativa em suas estratégias de negócios.

Na última terça-feira (5), o Santander Asset Management divulgou o relatório  inaugural que analisa a adoção de critérios ESG pelas empresas brasileiras listadas em bolsa, produzido por Daniel Gewehr e Maria Paula Cantusio, recém-contratada pela Instituição. Denominado  “Investir durante uma pandemia Global; Brasil, o Gigante ESG do amanhã” o relatório analisa profundamente a adoção de critérios ESG (conjunto de critérios adotados pelos investidores para avaliar a interação de uma empresa com o meio ambiente e a sociedade, e a observância de elevados padrões de governança corporativa) pelas empresas brasileiras listadas na bolsa de valores

Os analistas da instituição chegaram a uma lista de 14 companhias bem-posicionadas no tema, de diferentes setores. De acordo com o relatório, ainda é cedo para as empresas e investidores brasileiros e latino-americanos se engajarem nos critérios ESG. Enquanto globalmente, os ativos de investimento sustentável representam mais de 30% do AuM geral, no Brasil  o ESG-dedicado dos fundos de ações representam apenas 0,12% dessa classe de ativos específica. Confira o resumo do relatório que trouxemos até você, mas antes de continuar a leitura, é importante ressaltar que este é apenas um resumo do documento original distribuídos aos clientes da Santander Asset Management, empresa independente, especializada na administração e gestão de Fundos de Investimento e Carteiras Administradas. Além disso, as classificações refletem a opinião dos analistas e não devem ser utilizadas para nenhum outro propósito. Além disso, a classificação foi baseada na comparação com a realidade do mercado brasileiro.

Os analistas acreditam que o país está bem posicionado para os investimento ESG crescer nos próximos anos, tanto na frente de investidores quanto corporativas. De acordo com Anbima e KPMG, 70% dos investidores locais têm ou estão desenvolvendo uma política formal de investimento sustentável, enquanto entre as 100 maiores empresas do Brasil, 85 têm políticas ESG baseadas em estruturas globais (geralmente o Global Reporting Initiative, ou GRI). Entretanto, o Santander Asset Management analisou as empresas brasileiras usando uma abordagem mais qualitativa, que se concentra na identificação das empresas que são as melhores em seus setores dentro do espectro ESG.

Segundo Daniel Gewehr e Maria Paula Cantusio, que fizeram uma análise da visão global, os investidores comprometidos com os princípios de investimento responsável (PRI) respondem por 90% do AuM global, enquanto os investimentos ESG representam 30% dos investimentos mundiais, evidência, evidenciando a crescente relevância. De acordo com ele, durante a pandemia os investimentos ESG tiveram um desempenho melhor do que seus equivalentes normais, resultando em um aumento de 40% no dedicado a ESG fundos e títulos verdes com superinscrição acima da média em novas emissões.

De forma geral, a América Latina e o Brasil estão dando seus primeiros passos em investimentos ESG: os títulos verdes representam 2% das emissões globais e os fundos de ações dedicados a ESG representam 0,5% dessa classe de ativos. Brasil, o maior mercado de investimento da região, tem fundos ESG dedicados que representam 0,12% dessa classe de ativos e lidera as emissões verdes na região, logo após o Chile.

Para estruturar a análise, eles estudara as pontuações ESG disponíveis no mercado e reconheceram seu valor como uma opinião de segunda parte, adotando uma abordagem mais qualitativa. Eles reconheceram e aceitaram a complexidade de cada setor e consideraram que a melhor maneira de melhorar o investimento ESG em um país emergente é engajar-se com as empresas em vez de não investir nelas e selecionaram dentre as empresas cobertas pela equipe de Pesquisa as mais comprometidas com os princípios ESG em seus setores.

A partir deste princípio, eles criaram um portifólio ESG com 14 empresas brasileiras recomenda, mas para chegara neste número, junto com analistas do setor eles selecionaram 30 nomes e analisaram os relatórios de sustentabilidade, conversaram com as gerências dessas empresas para obter mais informações e, em seguida, desenvolveram uma matriz de análises e finalizaram com 14 nomes em no Portfólio Recomendado. Essas empresas são: CPFL, Gerdau, Itaú, Localiza, Lojas Renner, Magazine Luiza, Natura, Odontoprev, Omega, Porto Seguro, Rumo, São Martinho, Suzano e TOTVS.

Sete perguntas temáticas corporativas e do lado do comprador respondidas no relatório One-Stop-Shop foram:

  1. Os índices ESG mostram desempenho superior ao longo do tempo, tanto globalmente, regionalmente quanto no Brasil. 
  2. O que é nos índices? Na comparação com o IBOV, o ISE (Índice Brasileiro de Sustentabilidade Empresarial) subestima financeiros e materiais. 
  3. Visão dos Investidores: Sete Abordagens Globais para Investimentos ESG.
  4.  Mapa de materialidade do Sustainability Accounting Standards Board (SASB): Quais questões ESG são importantes para rastrear? 
  5. A história de investimento ESG do Brasil? 
  6. RenovaBio: Este programa pode ser o ponto de partida para um mercado de carbono eficiente e mais amplo? 
  7. Conclusões das discussões com as empresas: elas estão preparadas para fornecer dados ESG de acordo com as necessidades dos investidores?

Os resultado das análises foram:

  • Poucas empresas atualmente têm um compromisso de longo prazo com objetivos específicos (como pode ser visto em nossa matriz de análise na próxima página), como a redução de um percentual de emissão de gases de efeito estufa nos próximos anos ou aumentando em um determinado número o nível de diversidade dentro da empresa;
  • Todas as empresas que reportam sobre ESG estão seguindo os padrões GRI (Global Responsible Initiative) e algumas delas já estão incorporando o CDP (Carbon Disclosure Project), SASB (Sustainability Accounting Standards Board) e TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) em seus processos de divulgação. Alguns divulgam dados há mais de uma década, mas a maioria só começou ou melhorou os relatórios nos últimos cinco anos. Muitos se envolvem com questionários e índices comumente disponíveis, como Dow Jones e ISE (os mais populares);
  • Os analistas ficaram animados em ver todos os problemas de rastreamento que têm impacto ambiental, como emissões de gases de efeito estufa, água, energia e resíduos, mas alguns têm sido seguindo padrões consolidados, como o Greenhouse Gas (GHG) Protocol ou CDP, enquanto alguns não. Segundo eles, poucos Relatórios de Sustentabilidade foram auditados por empresas de consultoria, que eles destacaram como um campo a ser melhorado;
  • Eles também se animaram ao perceber o impacto social positivo que as empresas têm na sociedade, não apenas investindo e diversos programas, mas também engajar seus funcionários em trabalhos sociais. Eles consideraram os benefícios fiscais que essas empresas tem para para fazer isso, mas de acordo com eles, a maioria vai além desses benefícios, reconhecendo que podem fazer a diferença nas comunidades locais; 
  • Segundo os analistas, ter alguém que comanda a atividade executiva da empresa (geralmente o CEO) participando do conselho é bastante comum nas empresas brasileiras. Eles afirmam que todos os mecanismos necessários para evitar conflito de interesses estão implantados e que essa participação é importante para trazer mais conhecimento para o dia-a-dia da diretoria das empresas. A representatividade dos membros independentes vem aumentando, ultrapassando o% obrigatório de 25%;
  • A diversidade é um ponto de preocupação, especialmente em posições de liderança. Poucos divulgam a diferença de salários entre homens e mulheres, mas eles se depararam com percentagens até 50%, o que foi surpreendente. Segundo o IBGE, as mulheres recebem salários 21% inferiores aos dos homens, em média, no Brasil. A boa notícia é que grande parte das empresas parece empenhada em mudar essa realidade, embora poucas se comprometam com objetivos de longo prazo nesse sentido;
  • Todos responderam rapidamente à pandemia, priorizando a segurança dos funcionários, por meio de assistência médica, disponibilidade de equipamentos de proteção, trabalho de políticas domésticas para todos os funcionários elegíveis e grupos de alto risco e até mesmo apoio financeiro em alguns casos. Além disso, todos eles oferecem suporte local comunidades e iniciativas voltadas para ampliar a capacidade de atendimento médico com doações.
  • Como tal, os analistas construíram uma matriz de análise para avaliar o posicionamento de cada empresa em relação às 10 questões ESG principais.
Fonte: Investing During a Global Pandemic; Brazil the ESG Giant of Tomorrow

Em fatores ESG gerais, eles avaliaram a qualidade dos relatórios ESG, se a empresa estava envolvida em alguma controvérsia significativa que ainda reflete em sua credibilidade, o posicionamento em iniciativas ESG e a competitividade do negócio em relação aos pares dentro do mesmo setor. Em relação a questões específicas relacionadas à governança, ambiental e social, eles selecionaram aquelas que consideraram mais importantes de acordo às opiniões dos investidores (com base na pesquisa Natixis). Na visão dos especialistas do Santander a governança tem um peso maior em relação à ambiental e social, uma vez que a governança é o pilar central do engajamento ESG. Para eles, somente a boa governança pode orientar um ambiente social forte e políticas dentro de uma empresa.

Fonte: Investing During a Global Pandemic; Brazil the ESG Giant of Tomorrow

Como ser cliente e mais informações sobre investimento responsável você encontra no site do Santander Asset Management

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